quinta-feira, 12 de agosto de 2010

01 - O Leão e as outras feras

Certo dia o leão saiu para caçar junto com três outras feras, e os quatro pegaram um veado. Com a permissão dos outros, o leão se encarregou de repartir a presa e dividiu o veado em quatro partes iguais. Porém, quando os outros foram pegar seus pedaços, o leão falou:
- Calma, meus amigos. Este primeiro pedaço é meu, porque é o meu pedaço. O segundo também é meu, porque sou o rei dos animais. O terceiro vocês vão me dar de presente para homenagear minha coragem e o sujeito maravilhoso que eu sou. E o quarto...
Bom, se alguém aí quiser disputar esse pedaço comigo na luta, pode vir que eu estou pronto. Logo, logo a gente fica sabendo quem é o vencedor.

Moral: Nunca forme uma sociedade sem primeiro saber como será a divisão dos lucros.

FÁBULAS DE ESOPO. São Paulo, Companhia das Letras, 1994.

Com base no texto, percebe-se que o leão é:
(A) descontrolado.
(B) esperto.
(C) implicante.
(D) nervoso.


02 - O Conto da Mentira

Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!”.
A mãe largava a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de cabeça em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo: “Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!”. Felipe ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe gente de madeira!”.O pai de Felipe também conversa com ele: “Um dia você contará uma verdade e ninguém acreditará!” Felipe ficava pensativo.
Mas, no dia seguinte. Então, aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A apresentadora ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado.O prêmio era uma bicicleta: “É verdade, mãe! A moça quer falar com você no telefone pra combinar a entrega da bicicleta. É verdade!”. A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio.
Resultado: Felipe deixou de ganhar o prêmio. Então ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a criar histórias. Agora sem culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta porque mentia...

AUGUSTO, Rogério. FOLHA DE SÃO PAULO. São Paulo. Miniconto. Folhinha 14 jun. 2003. F8 C1 -1.

Com base no texto, pode-se dizer que Felipe, quando era criança, costumava
(A) escrever.
(B) estudar.
(C) obedecer.
(D) mentir.



03 - “Eu quero o meu café”


“Eu quero o meu café”,
Assim falou o gigante,
“Na hora que eu despertar,
logo que eu me levante”.
“Ouçam todos na cozinha”,
continuou o gigante,
“eu mato quem não matar
minha fome num instante!”
“Não quero saber de mingau,
nem de ovos, nem de pão.
Eu quero o que eu quero
E quero um bocadão.”
“Cem panquecas com geleia,
nem uma a menos ou a mais,
que só assim a minha pança
fica cheia e eu fico em paz.”


GOODE, Diane. O Livro dos Gigantes e dos Pequeninos. São Paulo, Companhia das Letrinhas, 2001.

De acordo com o poema, o gigante, quando acorda, quer comer
(A) mingau.
(B) ovos.
(C) panquecas.
(D) pão.



04 - Xisto Cavaleiro Andante

EL-REI Magnoto decidiu armar Xisto cavaleiro andante, apesar de não
ter este ainda vinte e um anos, conforme exigiam as regras da cavalaria.
Segundo o ritual, o candidato deveria não só passar em orações a véspera
do dia marcado para a cerimônia da sagração, como também tomar
um grande banho, a fim de purificar o corpo.
Ora, aconteceu que, ao entrar na água, Xisto achou-a tão fresquinha
e gostosa que começou a dar mergulhos no grande tanque de pedra,
fingindo de peixe... Durou tanto a brincadeira que o rapaz acabou se
resfriando e apanhando uma tremenda gripe. E, com isso, a cerimônia
teve de ser adiada... O moço ficou febril e completamente rouco.
“Xisto, Xisto, você está melhor? Já entrou numa boa?” perguntou Bruzo.
O pobre gripado, inteiramente afônico, murmurou qualquer coisa. Percebendo
que seu amigo estava sem voz, o futuro escudeiro de Xisto
começou a falar baixo também, aproximou-se da cama e sussurrou-lhe
perto do rosto:
“Desejo que você sare logo, ouviu? Amanhã vou ao Pico das Estrelas e
vou trazer um pouco de mel de abelhas pra você.
Nada...

COELHO, Neto. Contos Pátrios. Ensino da Língua Portuguesa Através de Exercícios. Curitiba. Arco-Íris, 1988

A cerimônia em que Xisto seria armado cavaleiro foi adiada porque ele
(A) ficou brincando na água fresquinha e se gripou.
(B) ainda não tinha vinte e um anos completos.
(C) passou a noite da véspera orando como pedia o ritual.
(D) se machucou mergulhando no tanque de pedras.




05 - Uma mania meio esquisita

As lontras gostam muito dos rios que têm grandes pedras. Elas
costumam fazer cocô nessas pedras para marcar o território. É
pelo cheiro que as outras lontras identificam se aquela pedra já tem
dono ou não. Pra gente, isso parece esquisito, mas pode apostar
que funciona.
Outra coisa que dá certo para esses animais é abrigar-se quando
algum perigo está por perto. As lontras se escondem em buracos
que elas mesmas cavam ou que já existem nas margens dos rios.
Em geral, esses buracos ficam encobertos pela vegetação.
Os esconderijos preferidos das lontras são as fendas naturais das
rochas e os paredões rochosos, como é o caso de rios da Mata
Atlântica. No Pantanal, ao longo do rio Paraguai ou em certos rios
pequenos, que são chamados localmente de corixos, elas fazem
tocas e buracos nos barrancos e nas margens.Infelizmente, a lontra
é mais um animal que corre risco de extinção. A principal causa do
desaparecimento da espécie é a destruição do seu habitat, ou seja,
sua casa e vizinhança. No caso da lontra, significa a devastação das
florestas que margeiam os rios e a poluição das águas.

Outras ameaças a esse animal são a caça para a venda da pele, a
substituição da vegetação original por outras plantações diferentes
daquelas as quais ele está acostumado e o desaparecimento de
peixes e caranguejos, por causa do esgoto e do lixo que o homem
joga nas águas dos rios. Devemos lembrar que o peixe e o caranguejo
constituem a alimentação de muita gente.
Para salvar as lontras da extinção é necessário proteger os lugares
onde elas vivem e de onde tiram seus alimentos. Em outras palavras,
isso quer dizer: preservar as florestas e conservar os rios
limpos.

Ciências Hoje das Crianças, Ano 10, Nº 75, 2ª ed, com adaptações.

A expressão “esse animal” (linha 19, 4º parágrafo) se refere à palavra
(A) lontra.
(B) homem.
(C) peixe.
(D) caranguejo.






06 - O Menino Rico


Nunca tive brinquedos.
Brinco com as conchas do mar
e com a areia da praia
brinco com as canoas dos coqueiros
derrubadas pelo vento.
Faço barquinhos de papel
e minha frota navega nas águas da enxurrada.
Brinco com as borboletas nos dias de sol
e nas noites de lua cheia
visto-me com os raios do luar
e na primavera teço coroas de flores perfumadas.
As nuvens do céu são navios
são bichos, são cidades.
Sou o menino mais rico do mundo
Porque brinco com o universo
porque brinco com o infinito.



NASCIMENTO, Maria Alice do. O diário de Marcos Vinícius. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1985.

O texto fala das brincadeiras de um menino. Ele se acha o menino mais rico
do mundo porque:

(A) ele pode brincar com as conchas na areia da praia.
(B) ele transforma tudo o que existe à sua volta em brincadeira.
(C) os barquinhos de papel navegam na enxurradas com sua frota.
(D) os brinquedos tradicionais deixam a criança infeliz.




07 - PIZZA

Quem é que não gosta de uma pizza cheia de queijo e variados recheios? Hummmm! Só de pensar dá até água na boca. E difícil de acreditar, mas essa famosa delícia é saboreada há muito tempo. A primeira notícia que se tem do alimento tem mais de seis mil anos!
Acredita-se que os egípcios foram os inventores da massa da pizza. Eles misturavam farinha com água. Outra hipótese é a de que os gregos sejam os pioneiros. Eles faziam massas com farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes. Com o tempo, a invenção foi parar no sul da Itália.
Era um alimento muito comum nas classes mais pobres da população. Foram os italianos da cidade de Nápoles que passaram a acrescentar molho
de tomate e orégano à massa. Eles a dobravam ao meio e comiam como se fosse um sanduíche. Não demorou muito para que o alimento fosse servido na corte de Nápoles. A partir do século XVI, tornou-se uma comida dos nobres, que, como tinham mais dinheiro,
passaram a rechear as pizzas com diversos alimentos como ovos, pedaços de linguiça e queijo. Logo, a delícia se espalhou pelo mundo. A primeira pizza redonda, como conhecemos hoje, foi feita em 1889 por Raffaele Sposito, especialmente servida à Margherita, rainha
da Itália. A pizza foi enfeitada com queijo, manjericão e tomate, alimentos que têm as cores da bandeira italiana: branco, verde e vermelho. Hoje, temos pizzas de tantos sabores que são até impossíveis de se imaginar. Tem de chocolate, banana, bacon, milho, cebola, calabresa... Que delícia!

Fontes: www.guiadoscuriosos.com.br e www.babbogiovanni.com.br - Correio Braziliense, Este é Meu, Quinta-feira, 6 de junho de 2002. p. 4

No trecho “Eles a dobravam ao meio” (l. .9), a palavra sublinhada refere-se aos
(A) egípcios.
(B) gregos.
(C) italianos.
(D) nobres.



08 - Pardalzinho

O pardalzinho nasceu
Livre. Quebraram – lhe a asa.
Sacha lhe deu uma casa.
Água, comida e carinhos.
Foram cuidados em vão;
A casa era uma prisão,
O pardalzinho morreu.
O corpo Sacha enterrou
No Jardim, a alma, essa voou
Para o céu dos passarinhos!

BANDEIRA Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro. Nova Aguilar 1983 p.265

A frase que expressa opinião é

(A) “Quebraram-lhe a asa.” (v. 2)
(B) “Sacha lhe deu uma casa” (v. 3)
(C) “A casa era uma prisão.” (v. 6)
(D) “O pardalzinho morreu.” (v. 7)





09 - PATO DE SAPATO


Era uma vez um pato
Que queria um sapato.
Como só nadava o dia inteiro,
Não tinha dinheiro.
Resolveu, então, tocar violão.
E de feira em feira
Juntou um milhão.
Comprou o sapato
E resolveu a questão.
— Vou voltar para a vida boa! — pensou.
E mergulhou na lagoa.
Logo se aborreceu, de fato!
Não conseguia nada
Com o peso do sapato.
Mas teimoso como era
Não se arrependeu do seu ato:
— Vou trocar por um pé-de-pato!


Revista Recreio Especial. Era uma vez... nº 01. São Paulo: Abril, p. 31

Com base no poema, pode-se dizer que o pato era

(A) miserável.
(B) orgulhoso.
(C) preguiçoso
(D) persistente.




10 - O Galo e a Raposa

No meio dos galhos de uma árvore bem alta um galo estava empoleirado
e cantava a todo o volume. Sua voz esganiçada ecoava
na floresta. Ouvindo aquele som tão conhecido, uma raposa que
estava caçando se aproximou da árvore. Ao ver o galo lá no alto,
a raposa começou a imaginar algum jeito de fazer o outro descer.
Com a voz mais boazinha do mundo, cumprimentou o galo dizendo:
— Ó meu querido primo, por acaso você ficou sabendo da proclamação
de paz e harmonia universal entre todos os tipos de bichos
da terra, da água e do ar? Acabou essa história de ficar tentando
agarrar os outros para comê-los. Agora vai ser tudo na base do
amor e da amizade. Desça para a gente conversar com calma sobre
as grandes novidades!
O galo, que sabia que não dava para acreditar em nada do que a
raposa dizia, fingiu que estava vendo uma coisa lá longe. Curiosa,
a raposa quis saber o que ele estava olhando com ar tão preocupado.
— Bem — disse o galo —, acho que estou vendo uma matilha de
cães ali adiante.
— Nesse caso, é melhor eu ir embora — disse a raposa.
— O que é isso, prima? — disse o galo. — Por favor, não vá ainda!
Já estou descendo! Não vá me dizer que está com medo dos
cachorros nesses tempos de paz?!
— Não, não é medo — disse a raposa — mas... e se eles ainda
não estiverem sabendo da proclamação?

MORAL: CUIDADO COM AS AMIZADES MUITO REPENTINAS.

ESOPO. O Galo e a raposa. In: Fábulas de Esopo. 11ª reimpressão. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2001. p. 22.

A história se resolveu quando

(A) a raposa foi embora.
(B) a raposa ouviu o galo cantar.
(C) o galo fingiu preocupação.
(D) o galo pediu que a raposa ficasse.










Leia a carta a seguir:

Ângela:
Depois que você foi embora para Ribeirão Preto, eu fiquei um tempão andando pela casa, que nem barata tonta, achando tudo muito sem graça. Cada vez que eu pensava que ia ter que esperar até as outras férias pra brincar outra vez com você, me dava vontade de sair gritando de raiva. Mamãe me deu um picolé pra eu ficar mais contente, mas a raiva era tanta que eu mastiguei toda a ponta do pauzinho, até fazer uma franjinha. Mais tarde a Maria
e a Cláudia vieram me chamar pra brincar. Nós ficamos pulando corda na calçada, e depois sentamos no muro e ficamos brincando de botar apelido nos meninos. O Carlinhos ficou sendo o Carlão sem- sabão. Toda a vez que a mãe dele chama para tomar banho, ele volta logo depois com outra roupa, mas com a mesma cara.
A Cláudia disse que o Carlinhos abre o chuveiro só pra mãe dele ouvir o barulho, mas vai ver ele fica sentado na privada vendo a água correr. Aí troca de roupa, e pronto. A mania do Chico é dizer que um jogo não valeu sempre que ele está perdendo. Então o apelido dele ficou Chico-não-valeu. Não deu pra inventar mais apelido porque os meninos ficaram loucos
da vida, quiseram tomar a corda da gente e começaram a puxar nosso cabelo. No fim cansou, a gente acabou indo todo mundo jogar queimada na casa do Fernando.
Eu voltei pra casa contente da vida, mas quando o Fábio me viu foi dizendo: “Tá tristinha porque a priminha foi embora? Vai ser ruim mexericar sozinha por aí, né?” Ah, Ângela, que raiva! Às vezes dá vontade de trocar esse irmão marmanjo por uma irmã do meu tamanho, como você!
Um beijo da
Marisa

Agora, responda as questões abaixo:

1. Para quem esta carta foi escrita? __________________________________

2. A pessoa que escreveu a carta é adulto ou criança? Explique sua resposta.

_______________________________________________________________________

3. Qual foi o motivo que levou Marisa a escrever esta carta?

_______________________________________________________________________
4. Marisa escreveu em sua carta que mastigou toda a ponta do pauzinho do picolé, até fazer franjinha. Explique porque ela fez isso.

_______________________________________________________________________

5. Durante a escrita da carta Mariza participou de três brincadeiras. Quais foram?

_______________________________________________________________________

6. Marisa fala de Fábio em sua carta.

_______________________________________________________________________

7. Quem é Fábio?

______________________________________________________________________
8. Que idade você acha que ele tem? Por quê?
_______________________________________________________________________
A boneca Guilhermina

Esta é a minha boneca, a Guilhermina. Ela é uma boneca muito bonita, que faz xixi e cocô. Ela é muito boazinha também. Faz tudo o que eu mando. Na hora de dormir, reclama um pouco. Mas depois que pega no sono, dorme a noite inteira! Às vezes ela acorda no meio da noite e diz que está com sede. Daí eu dou água para ela. Daí ela faz xixi e eu troco a fralda dela. Então eu ponho a Guilhermina dentro do armário, de castigo. Mas quando ela chora, eu não aguento. Eu vou até lá e pego a minha boneca no colo. A Guilhermina é a boneca mais bonita da rua.

No trecho “Mas quando ela chora, eu não aguento” (l. 7), a expressão sublinhada significa, em relação à dona da boneca, sentimento de
(A) paciência.
(B) pena.
(C) raiva.
(D) solidão.
O trecho “A Guilhermina é a boneca mais bonita da rua” (l. 8) expressa

(A) uma opinião da dona sobre a sua boneca.
(B) um comentário das amigas da dona da boneca.
(C) um desejo da dona de Guilhermina.
(D) um fato acontecido com a boneca e a sua dona.





O menino que mentia

Um pastor costumava levar seu rebanho para fora da aldeia. Um dia resolveu pregar uma peça nos vizinhos.
– Um lobo! Um lobo! Socorro! Ele vai comer minhas ovelhas! Os vizinhos largaram o trabalho e saíram correndo para o campo para socorrer o menino. Mas encontraram-no às gargalhadas. Não havia lobo nenhum.
Ainda outra vez ele fez a mesma brincadeira e todos vieram ajudar; e ele caçoou de todos.
Mas um dia o lobo apareceu de fato e começou a atacar as ovelhas. Morrendo de medo, o menino saiu correndo.
– Um lobo! Um lobo! Socorro!
Os vizinhos ouviram, mas acharam que era caçoada. Ninguém socorreu e o pastor perdeu todo o rebanho.
Ninguém acredita quando o mentiroso fala a verdade.

No final da história, pode-se entender que
(A) as ovelhas fugiram do pastor.
(B) os vizinhos assustaram o rebanho.
(C) o lobo comeu todo o rebanho.
(D) o jovem pastor pediu socorro.






Sobrenome


Como vocês sabem
Frankenstein foi feito
com pedaços de pessoas diferentes:
a perna era de uma, o braço de outra,
05 a cabeça de uma terceira
e assim por diante.
Além de o resultado
ter sido um desastre
houve um grave problema
10 na hora em que Frankenstein
foi tirar carteira de identidade.
Como dar identidade
a quem era uma mistura
de várias pessoas?
15 A coisa só se resolveu
quando alguém lembrou
que num condomínio
cada apartamento
é de um dono diferente.
20 Foi assim que Frankenstein Condomínio
ganhou nome e sobrenome
como toda gente.
1. O assunto do texto é como

(A) as pessoas resolvem seus problemas.
(B) as pessoas tiram carteira de identidade.
(C) o condomínio de um prédio é formado.
(D) o Frankenstein ganhou um sobrenome.



Qualquer vida é muita dentro da floresta

Se a gente olha de cima, parece tudo parado.
Mas por dentro é diferente.
A floresta está sempre em movimento.
Há uma vida dentro dela que se transforma
05 sem parar.
Vem o vento.
Vem a chuva.
Caem as folhas.
E nascem novas folhas.
10 Das flores saem os frutos.
E os frutos são alimento.
Os pássaros deixam cair as sementes.
Das sementes nascem novas árvores.
As luzes dos vaga-lumes são estrelas na
15 terra.
E com o sol vem o dia.
Esquenta a mata.
Ilumina as folhas.
Tudo tem cor e movimento.

2. A ideia central do texto é

(A) a chuva na floresta.
(B) a importância do Sol.
(C) a vida na floresta.
(D) o movimento das águas.
Texto 1

Texto 2

Os dois textos falam sobre pais, mas apenas o segundo texto

(A) trata dos horários impostos pelos pais.
(B) comenta sobre as broncas dos pais.
(C) fala sobre as brincadeiras dos pais.
(D) discute sobre o que os pais fazem.
A Raposa
Existiu um Lenhador que acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite.
Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.
Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho.
Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.
Os vizinhos do Lenhador alertavam que a Raposa era um bicho, um animal selvagem; e portando, não era confiável.
Quando ela sentisse fome comeria a criança.
O Lenhador sempre retrucando com os vizinhos falava que isso era uma grande bobagem.
A raposa era sua amiga e jamais faria isso.
Os vizinhos insistiam:
- "Lenhador abra os olhos! A Raposa vai comer seu filho.”
- "Quando sentir fome comerá seu filho! "
Um dia o Lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários - ao chegar em casa viu a Raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensangüentada ...
O Lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça da raposa...
Ao entrar no quarto desesperado, encontrou seu filho no berço dormindo tranqüilamente e ao lado do berço uma cobra morta ...
O Lenhador enterrou o Machado e a Raposa juntos...
Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar... mas principalmente nunca tome decisões precipitadas...

01 – Marque que tipo de texto é “A raposa” :
A) Poesia B) Comédia C) Fábula D) Conto
02 – Quais os personagens do texto?
03 – O que os vizinhos diziam para o homem?
04 – Relacione o vocabulário:
(1) Retornar ( ) Avisavam
(2) Alertavam ( ) Cansado
(3) Exausto ( ) Voltar
05- Que lição o texto nos traz?
06– No final da história, como ficou:
A) O lenhador: ____________________ B) A raposa: _________________
07 – Quem tinha razão, o homem ou os vizinhos? Por quê?



O Vendedor balões
Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.
Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.
Havia ali perto um menino negro. Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.
Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.
Todos foram subindo até sumirem de vista. O menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava imaginando mil coisas...Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.
Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:
- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:
- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

01 – Quem são os personagens do texto?
02 - Quais as cores dos balões que o homem soltou?
03 – Diga duas características do:
A) Homem: B) Menino:
04 – Relacione o vocabulário:
(1) Compreensivamente ( ) Olhando, gostando.
(2) Apreciando ( ) Com calma, entendendo
(3) Atento ( ) Com atenção
05 – O que aborrecia o menino?
06 – Que lição o texto nos traz?
07 – No texto: “o que está dentro dele que o faz subir”. Se nós fossemos balões, o que temos que ter dentro da gente para que possamos viver feliz, crescer e subir? Diga 4 coisas.
08 – Escreva o que você acha sobre o PRECONCEITO:



SOL: LUZ E VIDA
O Sol é a estrela mais próxima da terra. Como uma grande esfera de gases a altíssimas temperaturas, o Sol é formado principalmente por gases: hidrogênio e hélio, e está beeeem longe da Terra: cerca de 150 milhões de quilômetros.
Sua luz leva pouco mais de oito minutos para atingir a superfície terrestre.
Os raios de Sol são fontes de vida e de energia essenciais para a Terra. Ele serve para impulsiona as correntes atmosféricas e marítimas, faz evaporar a água (que depois cai como chuva), estimula o processo de fotossíntese das plantas (que fornece a energia para a sobrevivência dos organismos vivos).
01 - Leia o texto e responda:

a) – O Sol é formado por quais gases?
b) – Qual a distância do Sol até a Terra?
c) – Em quanto tempo a luz do Sol demora a chegar até a Terra?

02 – Escreva 2 (duas) características do Sol.

03 – Como seria o nosso planeta se NÃO existisse o Sol?


04 – Escreva V para verdadeiro e F para falso:

( ) O Sol é a estrela mais próxima da terra.
( ) Mesmo sem Sol nós poderíamos viver.
( ) O sol é a nossa maior estrela.

05 – Em quanto tempo a Terra gasta para:

a) Dar a volta em torno do Sol? _________________ = ______ ANO

b) Dar uma volta em torno dela mesma? __________ = ______ DIA

c) Quantos meses tem 1 ano? ____________ meses.


06 – Que horas??
O sol nasce? ________horas b) O sol se põe? _________horas


07– O dia tem 24 horas. Circule e separe as horas: manhã, tarde, noite e madrugada:

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24





Bom Trabalho  !!




No Brasil trabalham mais de três milhões de crianças e adolescentes”.
A idade mínima para o trabalho no Brasil é de 14 anos, como aprendiz. Porém, segundo a Pesquisa Nacional havia 3 milhões de crianças e adolescentes de 10 a 15 anos trabalhando. Na faixa dos 5 a 9 anos de idade, são 280 mil crianças. No país inteiro, a média é que das famílias com crianças há, pelo menos, uma que trabalha.
O trabalho infantil no Brasil está diretamente relacionado às condições de vida das famílias. Geralmente, estas crianças ajudam para complementar a renda familiar.
E, por ajudarem no sustento da família, as crianças que trabalham podem acabar enfrentando sérios problemas em sua educação. As estatísticas mostram que na idade escolar (dos 7 aos 17 anos), as crianças que trabalham estão atrasadas.
O trabalho infantil toma um tempo que as crianças utilizariam para estudar, descansar ou, o que é muito importante: brincar! A falta de qualquer uma dessas atividades compromete o bom rendimento escolar.
As crianças que repetem o ano escolar ficam atrasadas em relação às outras crianças da mesma idade. Isso pode gerar um círculo vicioso: por ter repetido a série, a criança pode acabar abandonando os estudos para se dedicar de vez ao trabalho, já que muitas vezes recai sobre ela o rótulo de “fracassada” por não ter aprendido.

Leia o texto e responda as perguntas abaixo:
01 – Qual a idade mínima permitida para começar a trabalhar?
02 – A pesquisa mostra que trabalham mais crianças ou adolescentes no Brasil?




03 - Qual é o principal motivo para que essas crianças estejam trabalhando?
04 – Quais as conseqüências que as crianças que trabalham podem ter?
05 - Explique o que quer dizer o “círculo vicioso” que o texto fala.
06 – Na sua opinião, criança pode trabalhar? Por que
A ESCOLA

"Escola é...

O lugar onde se faz amigos não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha que estuda que se alegra se conhece se estima.
O diretor é gente, O coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’. Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que não tem amizade a ninguém nada de ser como o tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se ‘amarrar nela’!

Ora , é lógico... numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos,
educar-se, ser feliz."


LEIA O TEXTO E RESPONDA:
01 – O que representa a escola para você?
02 – Pesquise e diga o nome das pessoas que trabalham na escola:
A) Diretora: ___________________ D) Coordenadora: ____________________
B) Coordenadora: _______________ E) Secretária: _______________________
C) Merendeira: _________________ F)Porteiro: __________________________
03 – Como é uma pessoa que parece com tijolo?
04 – Relacione:
(1) Conviver ( ) Pessoa que trabalha
(2) Camaradagem ( ) Viver junto, perto.
(3) Funcionário ( ) Ser amigo
05 – No trecho do texto: “Nada de ser como o tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só”. O sentido da palavra grifada é:
A) Gelado B) Temperatura baixa, fria. C) Sem sentimentos
06 – Em: “Não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários...”. Que horários são esses?
07 – Escreva como seria a escola dos seus sonhos.
A casa feita de sonho

Leve como uma pluma, alta como uma torre, quente como um ninho e doce como o mel.
Assim imaginei desde pequeno a minha casa...
Mais tarde, quando me encontrei só no mundo, como não tinha dinheiro, resolvi construí-la com as próprias mãos. Fiz primeiro a minha casa de papel, que é um material barato.
E assim que ficou pronta, vieram todos os ventos da Terra e levaram a minha casa de papel, leve como uma pluma...
Fiquei sem casa, mas não desisti. E fiz a Minha casa à beira-mar, com areia da praia, que é um material barato. Mal estava pronta, vieram todas as marés do mundo e levaram a minha casa de areia, alta como uma torre... Tive vontade de desistir, mas eu precisava de uma casa, e, sobretudo não podia abandonar o meu sonho. E resolvi fazer a minha casa de madeira, que é um material barato. Cortei-a dos bosques, com as próprias mãos! Ficou linda!... Escondida entre a folhagem... Mas ainda mal a tinha acabado, vieram todos os fogos do céu e queimaram a minha casa de madeira, quente como um ninho... Chorei sobre as cinzas, como se chora uma pessoa querida que morreu. Mas, mesmo assim, não desisti. E resolvi fazer a minha casa de açúcar... Mas o açúcar não é um material barato! Não é. Mas eu precisava de uma casa, e sobretudo não podia abandonar o meu sonho... Trabalhei, lutei, passei fome, para juntar o açúcar suficiente...
E quando a minha casa estava pronta – eram de açúcar as paredes, o chão, o teto, os móveis, as portas e as janelas - vieram todos os bichos da Terra e devoraram a minha casa de açúcar, doce como o mel... Fiquei sem casa. E desisti de construí-la com as próprias mãos...
Perguntaram-me onde moro... Onde moro eu? Sei lá!... Vou pelo mundo, aqui, além, no Bosque, à beira-mar... Perguntam-me se não tenho casa... Tenho, sim! Eu podia lá abandonar o meu sonho!... Resolvi imaginá-la. Num lugar aonde não chega o vento, nem o mar, nem o fogo, nem os bichos da Terra.
Fiz a minha casa com o meu próprio sonho. Ficou linda! Leve como uma pluma, alta como uma torre,
Quente como um ninho e doce como o mel...


Trabalhando o texto:
01- Do que fala o texto?
02- Qual a moral da história?
03- De quais materiais foram construída a casa?
04- Quantos parágrafos têm o texto?
05- Quem você acha que é o(a) personagem?
06- Você também tem um sonho? Qual?
07- Como é a sua casa, ela é feita de que?
08- Retire do texto 5 adjetivos (qualidades).
09- Conjugue o verbo, repetindo a frase inteira:


Eu construí a casa
Tu_____________________
Ele_____________________
Nós____________________
Vós____________________
Eles____________________
Eu estava só no mundo
Tu_____________________
Ele_____________________
Nós____________________
Vós____________________
Eles____________________



10- Complete e forme uma poesia:

Pesada como _________________
Salgada como ________________
Linda como __________________
Clara como __________________
Azeda como _________________
Pequena como _______________
Amável como ________________
Pequena como _______________








OS QUE FAZEM A DIFERENÇA!

Conta-se que após um feriado prolongado, o professor entrou na sala da Universidade para dar sua aula, mas os alunos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral. Depois de tentar,educadamente, por várias vezes, conseguir a atenção dos alunos para a aula, o professor perdeu a paciência e disse: “Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez”. Um silêncio carregado de culpa se instalou na sala e o professor continuou. ”Desde que comecei a lecionar, e isso já faz muitos anos, descobri que nós professores trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que, de cada cem alunos apenas cinco fazem realmente alguma diferença no futuro. Apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.

O interessante é que esta porcentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que, de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença. De cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; de 100 conhecidos, quando muito, 5 são verdadeiros amigos e de absoluta confiança. E podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais.

É uma pena não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora. Assim, então, teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo, sabendo ter investido nos melhores. Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto.

Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje”. O silêncio se instalou na sala e o nível de atenção foi total. Afinal, nenhum dos alunos desejava fazer parte do “resto”, e sim, do grupo daqueles que realmente fazem a diferença. Mas, como bem lembrou o sábio professor, só o tempo dirá a que grupo cada um pertencerá. Só a atuação diária de cada pessoa a classificará, de fato, num ou noutro grupo.
Pense nisso! Se você deseja pertencer ao grupo dos que realmente fazem a diferença, procure ser especial em tudo o que faz. Desde um simples bilhete que escreve até as coisas mais importantes, faça com excelência. Seja fazendo uma faxina, atendendo um cliente, cuidando de uma criança ou de um idoso, limpando um jardim ou fazendo uma cirurgia, seja especial. Para ser alguém que faz a diferença, não importa o que você faz, mas como faz. Ou você faz tudo da melhor forma possível, ou fará parte do “resto”.

Pense nisso e seja alguém que faz a diferença… Alguém que com sua ação torna a vida das pessoas melhores.


Trabalhando o texto:
01- Do que fala o texto?
02- Qual a moral da história?
03- O que você acha que faz de melhor na sua vida?
04- Qual a idéia que o professor teve para seus alunos?
05- Você concorda com a idéia do professor? Por quê?
06- O que um aluno precisa fazer para ser do grupo dos que fazem a diferença? Dê 3 exemplos.
07- Quais as profissões que foram citadas no texto?
08- Troque as palavras por sinônimos e escreva novamente a frase:
a) Desde que comecei a lecionar, e isso já faz muitos anos
b) O que for fazer, faça com excelência.
c) Você deseja pertencer ao grupo dos que realmente fazem a diferença
09- Retire 2 verbos e conjugue-os.






A CANOA – AUTOR PAULO FREIRE
Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro.
Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:
- Companheiro, você entende de leis?
-Não, respondeu o barqueiro.
E o advogado, compadecido: – É uma pena, você perdeu metade da vida.
-A professora, muito social, entra na conversa:
-Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
-Também não, respondeu o barqueiro.
-Que pena! Você perdeu metade de sua vida!
Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O barqueiro, preocupado, pergunta :
-Vocês sabem nadar?
-Não!!!! Responderam o advogado e a professora, rapidamente.
-Então…disse o barqueiro…é uma pena – VOCÊS PERDERAM TODA A VIDA !!!!!
MORAL DA HISTÓRIA:
” NÃO HÁ SABER MAIOR OU MENOR, HÁ SABERES DIFERENTES”.
- Pense nisso e valorize todas as pessoas com as quais tenha contato -
CADA UMA DELAS TEM ALGO DE DIFERENTE A NOS ENSINAR.


Trabalhando o texto:
01- Do que fala o texto?
02- Qual a moral da história?
03- Quem são os personagens da história?
04- Na sua opinião, qual deles tem a profissão mais importante? Por quê?
05- O que fez com que o barco virasse?
06- Em “-Não!!!!...” Por que o autor do texto colocou tantos pontos de exclamação?
07- Para que foram utilizados os diversos hífens no texto?
08- Complete com MAS ou MAIS:
a) O advogado é quem fala _____________.
b) A professora sabe ler, ________ não sabia nadar.
c) O barqueiro deveria levar ________ gente no seu barco.
d) O barqueiro não sabia de leis ________ sabia nadar!
e) O texto é pequeno, ______ muito interessante!

09- Complete de acordo com o exemplo:

a) Rápido: rapidamente
b) Devagar:____________
c) Lento: ______________
d) Fácil: _______________
e) Lindo: ______________
f) Acelerado: ___________


• Matemática.

01 – Para atravessar o rio, o barqueiro cobra R$ 3,50 de cada pessoa que ele leva. Se foram ele, a professora e o advogado, quanto ele recebeu?

02 – Se o barqueiro tivesse 56 anos, quanto é a metade da vida dele?

03- Somando a idade da professora, do advogado e do barqueiro o resultado dá 150 anos.
Sabendo que o barqueiro tem 56 anos, a professora tem a metade da idade dele.
Quantos anos tem cada um?


PROVA DE REDAÇÃO
Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a
seguinte pergunta: Você tem experiência?
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos.
Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso por sua criatividade, sua
poesia e, acima de tudo, por sua alma revelar a verdadeira experiência.
REDAÇÃO VENCEDORA:
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra
fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra
tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas Sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um ‘para sempre’ pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: ‘Qual sua experiência?’.
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência. Será que ser ‘plantador de sorrisos’ é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
‘Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?’

Trabalhando o texto:
01- Do que fala o texto?
02- Qual a moral da história?
03- Retire do texto um momento feliz e um momento triste do candidato.
04- O candidato é mulher ou homem? Retire no texto a frase que comprova.
05- O que ele quis dizer com a frase : “vi a Lua virar Sol”?
06- Retire uma frase interrogativa e outra exclamativa do texto.
07- Complete com a palavra no parêntese:
a) Já mandei você ________ de chorar. (para/parar)
b) Comprei essas flores _______ você. (para/parar)
c) Vê se você não ________ do nosso encontro (esquece/esquecer)
d) Não gosto de _________ minha chave de casa.
e) Eu te _______. (amo/amor).
f) O _________é um sentimento lindo!
g) É bom _________para lavar a alma. (chora/chorar)
h) Ela ________ de emoção. (chora/chorar)
i) Quem não gosta de ________ dinheiro no chão? (encontrar/encontra)
j) Ela se __________com ele atrás da igreja!





O GALO
AUTOR: Rubem Alves

Era uma vez um galo que acordava bem cedo todas as manhãs e dizia para a bicharada do galinheiro:
_ Vou cantar para fazer o sol nascer...
Ato contínuo subia até o alto do telhado, estufava o peito, olhava para o horizonte e ordenava, definitivo:
_ Co-co-ri-có...E ficava esperando.
Dali a pouco a bola vermelha começava a aparecer até que se mostrava toda, acima das montanhas, iluminando tudo.
O galo se voltava, orgulhoso, para os bichos, e dizia: - Eu não disse?
E todos ficavam boquiabertos e respeitosos ante poder tão extraordinário conferido ao galo: cantar pra fazer o sol nascer. Ninguém ousava duvidar, porque tinha sido sempre assim. Também o galo pai cantava pra fazer o sol nascer, e também o galo avô...
Aconteceu, entretanto, que o galo certo dia perdeu a hora (fora dormir muito tarde), e quando acordou o sol já estava lá, brilhando no meio do céu, sem necessidade de canto de galo algum que o fizesse nascer. E desde este dia em diante o galo foi acometido de uma incurável tristeza, por saber que o sol não nascia pelo encanto do seu canto, e os bichos foram acometidos de uma maravilhosa alegria por saberem que não precisavam mais do galo pra haver outro dia...

O GALO
AUTOR: Rubem Alves

Era uma vez um galo que acordava bem cedo todas as manhãs e dizia para a bicharada do galinheiro:
_ Vou cantar para fazer o sol nascer...
Ato contínuo subia até o alto do telhado, estufava o peito, olhava para o horizonte e ordenava, definitivo:
_ Co-co-ri-có...E ficava esperando.
Dali a pouco a bola vermelha começava a aparecer até que se mostrava toda, acima das montanhas, iluminando tudo.
O galo se voltava, orgulhoso, para os bichos, e dizia: - Eu não disse?
E todos ficavam boquiabertos e respeitosos ante poder tão extraordinário conferido ao galo: cantar pra fazer o sol nascer. Ninguém ousava duvidar, porque tinha sido sempre assim. Também o galo pai cantava pra fazer o sol nascer, e também o galo avô...
Aconteceu, entretanto, que o galo certo dia perdeu a hora (fora dormir muito tarde), e quando acordou o sol já estava lá, brilhando no meio do céu, sem necessidade de canto de galo algum que o fizesse nascer. E desde este dia em diante o galo foi acometido de uma incurável tristeza, por saber que o sol não nascia pelo encanto do seu canto, e os bichos foram acometidos de uma maravilhosa alegria por saberem que não precisavam mais do galo pra haver outro dia...

Váios textos de Avaliações


O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato.
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
BANDEIRA, Manuel. Poesias reunidas. Rio de Janeiro: Ática, 1985.
O que motivou o bicho a catar restos foi:
A) a própria fome.
B) a imundice do pátio.
C) o cheiro da comida.
D) a amizade pelo cão.



Talita
Talita tinha a mania de dar nomes de gente aos objetos da casa, e tinham de ser nomes que rimassem. Assim, por exemplo, a mesa, para Talita, era Dona Teresa, a poltrona era Vó Gordona, o armário era o Doutor Mário. A escada era Dona Ada, a escrivaninha era Tia Sinhazinha, a lavadora era Prima Dora, e assim por diante.
Os pais de Talita achavam graça e topavam a brincadeira. Então, podiam-se ouvir conversas tipo como esta:
— Filhinha, quer trazer o jornal que está em cima da Tia Sinhazinha!
— É pra já, papai. Espere sentado na Vó Gordona, que eu vou num pé e volto noutro.
Ou então:
— Que amolação, Prima Dora está entupida, não lava nada! Precisa chamar o
mecânico.
— Ainda bem que tem roupa limpa dentro do Doutor Mário, né mamãe? E todos riam.
BELINKY, Tatiana. A operação do Tio Onofre: uma história policial. São Paulo: Ática, 1985.

A mania de Talita de dar nome de gente aos objetos da casa demonstra que ela é
(A) curiosa.
(B) exagerada.
(C) estudiosa.
(D) criativa.


A Boneca Guilhermina
Esta é a minha boneca, a Guilhermina. Ela é uma boneca muito bonita, que faz xixi e cocô. Ela é muito boazinha também. Faz tudo o que eu mando. Na hora de dormir, reclama um pouco. Mas depois que pega no sono, dorme a noite inteira! Às vezes ela acorda no meio da noite e diz que está com sede. Daí eu dou água para ela. Daí ela faz xixi e eu troco a fralda dela. Então eu ponho a Guilhermina dentro do armário, de castigo. Mas quando ela chora, eu não agüento. Eu vou até lá e pego a minha boneca no colo. A Guilhermina é a boneca mais bonita da rua.
MUILAERT, A. A boneca Guilhermina. In: __ As reportagens de Penélope. São Paulo:
Companhia das Letrinhas, 1997. p. 17. Coleção Castelo Rá-Tim-Bum – vol. 8.
O texto trata, PRINCIPALMENTE,
(A) das aventuras de uma menina.
(B) das brincadeiras de uma boneca.
(C) de uma boneca muito especial.
(D) do dia-a-dia de uma menina.





A Costureira das Fadas
(Fragmento)
Depois do jantar, o príncipe levou Narizinho à casa da melhor costureira do reino. Era uma aranha de Paris, que sabia fazer vestidos lindos, lindos até não poder mais! Ela mesma tecia a fazenda, ela mesma inventava as modas.
– Dona Aranha – disse o príncipe – quero que faça para esta ilustre dama o vestido mais bonito do mundo. Vou dar uma grande festa em sua honra e quero vê-la deslumbrar a corte.
Disse e retirou-se. Dona Aranha tomou da fita métrica e, ajudada por seis aranhinhas muito espertas, principiou a tomar as medidas. Depois teceu depressa,, uma fazenda cor-de-rosa com estrelinhas douradas, a coisa mais linda que se possa imaginar. Teceu também peças de fita e peças de renda e de entremeio — até carretéis de linha de seda fabricou.
MONTEIRO LOBATO, José Bento. Reinações de Narizinho. São Paulo: Brasiliense, 1973.
“— Dona Aranha — disse o príncipe — quero que faça para esta ilustre dama o ves­tido mais bonito do mundo. Vou dar uma grande festa em sua honra e quero vê-la deslumbrar a corte.”
A expressão vê-la (ℓ. 5) se refere à
(A) Fada.
(B) Cinderela.
(C) Dona Aranha.
(D) Narizinho.

A Raposa e o Cancão
Passara a manhã chovendo, e o Cancão todo molhado, sem poder voar, estava tristemente pousado à beira de uma estrada. Veio a raposa e levou-o na boca para os filhinhos. Mas o caminho era longo e o sol ardente. Mestre Cancão enxugou e começou a cuidar do meio de escapar à raposa. Passam perto de um povoado. Uns meninos que brincavam começam a dirigir desaforos à astuciosa caçadora. Vai o Cancão e fala:
— Comadre raposa, isto é um desaforo! Eu se fosse você não agüentava! Pas­sava uma descompostura!...
A raposa abre a boca num impropério terrível contra a criançada. O Cancão voa, pousa triunfantemente num galho e ajuda a vaiá-la...
CASCUDO, Luís Câmara. Contos tradicionais do Brasil. 16ª ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.
No final da história, a raposa foi
(A) corajosa.
(B) cuidadosa.
(C) esperta.
(D) ingênua.






Poluição do solo

É na camada mais externa da superfície terrestre, chamada solo, que se desen­volvem os vegetais. Quando o solo é contaminado, tanto os cursos subterrâneos de água como as plantas podem ser envenenadas.
Os principais poluentes do solo são os produtos químicos usados na agricultura. Eles servem para destruir pragas e ervas daninhas, mas também causam sérios es­tragos ambientais.
O lixo produzido pelas fábricas e residências também pode poluir o solo. Ba-terias e pilhas jogadas no lixo, por exemplo, liberam líquidos tóxicos e corrosivos. Nos aterros, onde o lixo das cidades é despejado, a decomposição da matéria orgânica gera um líquido escuro e de mau cheiro chamado chorume, que penetra no solo e contamina mesmo os cursos de água que passam bem abaixo da superfície.
{...}
Almanaque Recreio. São Paulo: Abril. Almanaques CDD_056-9. 2003.
No trecho “É na camada mais externa da superfície terrestre” (ℓ.1), a expressão sublinhada indica
(A) causa.
(B) finalidade.
(C) lugar.
(D) tempo.



Continho
Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho. Na soalheira danada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho, imaginando bobagem, quando passou um vigário a cavalo.
— Você, aí, menino, para onde vai essa estrada?
— Ela não vai não: nós é que vamos nela.
— Engraçadinho duma figa! Como você se chama?
— Eu não me chamo, não, os outros é que me chamam de Zé.
MENDES CAMPOS, Paulo, Para gostar de ler - Crônicas. São Paulo: Ática, 1996, v. 1 p. 76.
Há traço de humor no trecho
(A) “Era uma vez um menino triste, magro”. (ℓ. 1)
(B) “ele estava sentado na poeira do caminho”. (ℓ. 1-2)
(C) “quando passou um vigário”. (ℓ. 2)
(D) “Ela não vai não: nós é que vamos nela”. (ℓ. 4)




O que disse o passarinho

Um passarinho me contou que o elefante brigou com a formiga só porque
enquanto dançavam (segundo ele), ela pisou no pé dele!
Um passarinho me contou que o jacaré se engasgou
e teve de cuspi-lo inteirinho quando tentou engolir, imaginem só, um porco-espinho!
Um passarinho me contou que o namoro do tatu e a tartaruga deu num casamento de fazer dó:
cada qual ficou morando em sua casca em vez de morar numa casca só.
Um passarinho me contou que a ostra é muito fechada, que a cobra é muito enrolada
que a arara é uma cabeça oca, e que o leão-marinho e a foca...
Xô xô, passarinho, chega de fofoca!
PAES, José Paulo. O que disse o passarinho. In: ____.Um passarinho me contou. São Paulo: Editora Ática, 1996.
A pontuação usada no final do verso “e que o leão-marinho e a foca...” (ℓ. 20) sugere que o passarinho
(A) está cansado.
(B) está confuso.
(C) não tem mais fofocas para contar.
(D) ainda tem fofocas para contar.

Carta
Lorelai:
Era tão bom quando eu morava lá na roça. A casa tinha um quintal com mi-lhões de coisas, tinha até um galinheiro. Eu conversava com tudo quanto era gali-nha, cachorro, gato, lagartixa, eu conversava com tanta gente que você nem ima­gina, Lorelai. Tinha árvore para subir, rio passando no fundo, tinha cada esconderijo tão bom que a gente podia ficar escondida a vida toda que ninguém achava. Meu pai e minha mãe viviam rindo, andavam de mão dada, era uma coisa muito legal da gente ver. Agora, tá tudo diferente: eles vivem de cara fechada, brigam à toa, discutem por qualquer coisa. E depois, toca todo mundo a ficar emburrando. Outro dia eu perguntei: o que é que tá acontecendo que toda hora tem briga? Sabe o que é que eles falaram? Que não era assunto para criança. E o pior é que esse negócio de emburramento em casa me dá uma aflição danada. Eu queria tanto achar um jeito de não dar mais bola pra briga e pra cara amarrada. Será que você não acha um jeito pra mim?
Um beijo da Raquel.
(...)
NUNES, Lygia Bojunga. A Bolsa Amarela – 31ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 1998.
Em “Agora tá tudo diferente:” (ℓ. 7), a palavra destacada é um exemplo de lingua­gem
(A) ensinada na escola.
(B) estudada nas gramáticas.
(C) encontrada nos livros técnicos.
(D) empregada com colegas.


Remédios no Brasil

Como opera a máfia que transformou o Brasil num dos campeões da fraude de medicamentos
É um dos piores crimes que se podem cometer. As vítimas são homens, mu-lheres e crianças doentes — presas fáceis, capturadas na esperança de recuperar a saúde perdida. A máfia dos medicamentos falsos é mais cruel do que as quadrilhas de narcotraficantes. Quando alguém decide cheirar cocaína, tem absoluta consciên­cia do que coloca no corpo adentro. Às vítimas dos que falsificam remédios não é dada oportunidade de escolha. Para o doente, o remédio é compulsório. Ou ele toma o que o médico lhe receitou ou passará a correr risco de piorar ou até morrer. Nunca como hoje os brasileiros entraram numa farmácia com tanta reserva.
PASTORE, Karina. O Paraíso dos Remédios Falsificados.
Veja, nº 27. São Paulo: Abril, 8 jul. 1998, p. 40-41.

Segundo a autora, “um dos piores crimes que se podem cometer” é
(A) a venda de narcóticos.
(B) a falsificação dos remédios.
(C) a receita de remédios falsos.
(D) a venda abusiva de remédios.








Realidade com muita fantasia

Nascido em 1937, o gaúcho Moacyr Scliar é um homem versátil: médico e escri­tor, igualmente atuante nas duas áreas. Dono de uma obra literária extensa, é ainda um biógrafo de mão cheia e colaborador assíduo de diversos jornais brasileiros. Seus livros para jovens e adultos são sucesso de público e de crítica e alguns já foram pu-blicados no exterior.
Muito atento às situações-limite que desagradam à vida humana, Scliar com­bina em seus textos indícios de uma realidade bastante concreta com cenas abso­lutamente fantásticas. A convivência entre realismo e fantasia é harmoniosa e dela nascem os desfechos surpreendentes das histórias.
Em sua obra, são freqüentes questões de identidade judaica, do cotidiano da medicina e do mundo da mídia, como, por exemplo, acontece no conto “O dia em que matamos James Cagney”.
Para Gostar de Ler, volume 27. Histórias sobre Ética. Ática, 1999.
A expressão sublinhada em “é ainda um biógrafo de mão cheia” (ℓ. 2) e (ℓ. 3) sig­nifica que Scliar é
(A) crítico e detalhista.
(B) criativo e inconseqüente.
(C) habilidoso e talentoso.
(D) inteligente e ultrapassado.


O Ouro da biotecnologiaHomem de Meia-Idade
(Lenda chinesa)
Havia outrora um homem de meia-idade que tinha duas esposas. Um dia, indo visitar a mais jovem, esta lhe disse:
— Eu sou moça e você é velho; não gosto de morar com você. Vá habitar com sua esposa mais velha.
Para poder ficar, o homem arrancou da cabeça os cabelos brancos. Mas, quan­do foi visitar a esposa mais velha, esta lhe disse, por sua vez:
— Eu sou velha e tenho a cabeça branca; arranque, pois, os cabelos pretos que tem.
Então o homem arrancou os cabelos pretos para ficar de cabeça branca. Como repetisse sem tréguas tal procedimento, a cabeça tornou-se-lhe inteiramente calva. A essa altura, ambas as esposas acharam-no horrível e ambas o abandonaram.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, RÓNAI, Paulo, (orgs.) Mar de histórias. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1978. v. 1, p. 119.
A idéia central do texto é
(A) o problema da calvície masculina.
(B) a impossibilidade de agradar a todos.
(C) a vaidade dos homens.
(D) a insegurança na meia-idade.










As enchentes de minha infância

Sim, nossa casa era muito bonita, verde, com uma tamareira junto à varanda, mas eu invejava os que moravam do outro lado da rua, onde as casas dão fundos para o rio. Como a casa dos Martins, como a casa dos Leão, que depois foi dos Medeiros, depois de nossa tia, casa com varanda fresquinha dando para o rio.
Quando começavam as chuvas a gente ia toda manhã lá no quintal deles ver até onde chegara a enchente. As águas barrentas subiam primeiro até a altura da cerca dos fundos, depois às bananeiras, vinham subindo o quintal, entravam pelo porão. Mais de uma vez, no meio da noite, o volume do rio cresceu tanto que a famí­lia defronte teve medo.
Então vinham todos dormir em nossa casa. Isso para nós era uma festa, aquela faina de arrumar camas nas salas, aquela intimidade improvisada e alegre. Parecia que as pessoas ficavam todas contentes, riam muito; como se fazia café e se tomava café tarde da noite! E às vezes o rio atravessava a rua, entrava pelo nosso porão, e me lembro que nós, os meninos, torcíamos para ele subir mais e mais. Sim, éramos a
favor da enchente, ficávamos tristes de manhãzinha quando, mal saltando da cama, íamos correndo para ver que o rio baixara um palmo – aquilo era uma traição, uma fraqueza do Itapemirim. Às vezes chegava alguém a cavalo, dizia que lá, para cima do Castelo, tinha caído chuva muita, anunciava águas nas cabeceiras, então dormíamos sonhando que a enchente ia outra vez crescer, queríamos sempre que aquela fosse a maior de todas as enchentes.
BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962. p. 157.
A expressão que revela uma opinião sobre o fato “... vinham todos dormir em nossa casa” (ℓ. 10), é
(A) “Às vezes chegava alguém a cavalo...”
(B) “E às vezes o rio atravessava a rua...”
(C) “e se tomava café tarde da noite!”
(D) “Isso para nós era uma festa...”



A antiga Roma ressurge em cada detalhe

Dos 20.000 habitantes de Pompéia, só dois escaparam da fulminante erupção do vulcão Vesúvio em 24 de agosto de 79 d.C. Varrida do mapa em horas, a cidade só foi encontrada em 1748, debaixo de 6 metros de cinzas. Por ironia, a catástrofe
salvou Pompéia dos conquistadores e preservou-a para o futuro, como uma jóia ar­queológica. Para quem já esteve lá, a visita é inesquecível.
A profusão de dados sobre a cidade permitiu ao Laboratório de Realidade Virtual Avançada da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, criar imagens minuciosas, com apoio do instituto Americano de Arqueologia. Milhares de detalhes arquitetônicos tornaram-se visíveis. As imagens mostram até que nas casas dos ricos se comia pão branco, de farinha de trigo, enquanto na dos pobres comia-se pão preto, de centeio.
Outro megaprojeto, para ser concluído em 2020, da Universidade da Califórnia, trata da restauração virtual da história de Roma, desde os primeiros habitantes, no século XV a.C., até a decadência, no século V. Guias turísticos virtuais conduzirão o visitante por paisagens animadas por figurantes. Edifícios, monumentos, ruas, aque­dutos, termas e sepulturas desfilarão, interativamente. Será possível percorrer vinte séculos da história num dia. E ver com os próprios olhos tudo aquilo que a literatura esforçou-se para contar com palavras.
Revista Superinteressante, dezembro de 1998, p. 63.
A finalidade principal do texto é
(A) convencer.
(B) relatar.
(C) descrever.
(D) informar.



Monte Castelo
Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor, eu nada seria.
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade;
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor;
É um ter com quem nos mata lealdade,
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado, e todos dormem, todos dormem, todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
Legião Urbana. As quatro estações. EMI, 1989 – Adaptação de Renato Russo: I Coríntios 13 e So- neto 11.
Texto II
Soneto 11
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
Luís Vaz de Camões. Obras completas. Lisboa: Sá da Costa, 1971.

O texto I difere do texto II
(A) na constatação de que o amor pode levar até à morte.
(B) na exaltação da dor causada pelo sofrimento amoroso.
(C) na expressão da beleza do sentimento dos que amam.
(D) na rejeição da aceitação passiva do sofrimento amoroso.








Telenovelas empobrecem o país
Parece que não há vida inteligente na telenovela brasileira. O que se assiste todos os dias às 6, 7 ou 8 horas da noite é algo muito pior do que os mais baratos filmes “B” americanos. Os diálogos são péssimos. As atuações, sofríveis. Três minu­tos em frente a qualquer novela são capazes de me deixar absolutamente entediado – nada pode ser mais previsível.
Antunes Filho. Veja, 11/mar/96.

Texto II
Novela é cultura
Veja – Novela de televisão aliena?
Maria Aparecida – Claro que não. Considerar a telenovela um produto cultural alienante é um tremendo preconceito da universidade. Quem acha que novela aliena está na verdade chamando o povo de débil mental. Bobagem imaginar que alguém é induzido a pensar que a vida é um mar de rosas só por causa de um enredo açu­carado. A telenovela brasileira é um produto cultural de alta qualidade técnica, e algumas delas são verdadeira obras de arte.
Veja, 24/jan/96.
Com relação ao tema “telenovela”
(A) nos textos I e II, encontra-se a mesma opinião sobre a telenovela.
(B) no texto I, compara-se a qualidade das novelas aos melhores filmes america­nos.
(C) no texto II, algumas telenovelas brasileiras são consideradas obras de arte.
(D) no texto II, a telenovela é considerada uma bobagem.


A floresta do contrário

Todas as florestas existem antes dos homens.
Elas estão lá e então o homem chega, vai destruindo, derruba as árvores, começa a construir prédios, casas, tudo com muito tijolo e concreto. E poluição também.
Mas nesta floresta aconteceu o contrário. O que havia antes era uma cidade dos
homens, dessas bem poluídas, feia, suja, meio neurótica.
Então as árvores foram chegando, ocupando novamente o espaço, conseguiram expulsar toda aquela sujeira e se instalaram no lugar.
É o que se poderia chamar de vingança da natureza – foi assim que terminou seu relato o amigo beija-flor.
Por isso ele estava tão feliz, beijocando todas as flores – aliás, um colibri bem assanhado, passava flor por ali, ele já sapecava um beijão.
Agora o Nan havia entendido por que uma ou outra árvore tinha parede por dentro, e ele achou bem melhor assim.
Algumas árvores chegaram a engolir casas inteiras.
Era um lugar muito bonito, gostoso de se ficar. Só que o Nan não podia, pre­cisava partir sem demora. Foi se despedir do colibri, mas ele já estava namorando apertado a uma outra florzinha, era melhor não atrapalhar.
LIMA, Ricardo da Cunha. Em busca do tesouro de Magritte. São Paulo: FTD, 1988.
No trecho “Elas estão lá e então o homem chega,...” (ℓ. 2), a palavra destacada re-fere-se a
(A) flores.
(B) casas.
(C) florestas.
(D) árvores.


O que dizem as camisetas
(Fragmento)

Apareceram tantas camisetas com inscrições, que a gente estranha ao deparar com uma que não tem nada escrito.
– Que é que ele está anunciando? – indagou o cabo eleitoral, apreensivo. – Será que faz propaganda do voto em branco? Devia ser proibido!
– O cidadão é livre de usar a camiseta que quiser – ponderou um senhor moderado.
– Em tempo de eleição, nunca – retrucou o outro. – Ou o cidadão manifesta sua preferência política ou é um sabotador do processo de abertura democrática.
– O voto é secreto.
– É secreto, mas a camiseta não é, muito pelo contrário. Ainda há gente neste país que não assume a sua responsabilidade cívica, se esconde feito avestruz e...
– Ah, pelo que vejo o amigo não aprova as pessoas que gostam de usar uma camiseta limpinha, sem inscrição, na cor natural em que saiu da fábrica.
(...).
O conflito em torno do qual se desenvolveu a narrativa foi o fato de
(A) alguém aparecer com uma camiseta sem nenhuma inscrição.
(B) muitas pessoas não assumirem sua responsabilidade cívica.
(C) um senhor comentar que o cidadão goza de total liberdade.
(D) alguém comentar que a camiseta, ao contrário do voto, não é secreta.


A função da arte

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que desco­brisse o mar.
Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
– Me ajuda a olhar!
GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Trad. Eric Nepomuceno 5ª ed. Porto Alegre: Editora L & PM, 1997.

O menino ficou tremendo, gaguejando porque
(A) a viagem foi longa.
(B) as dunas eram muito altas.
(C) o mar era imenso e belo.
(D) o pai não o ajudou a ver o mar







Opinião
Acho uma boa idéia abrir as escolas no fim de semana, mas os alunos devem ser supervisionados por alguém responsável pelos jogos ou qualquer opção de lazer que se ofereça no dia. A comunidade poderia interagir e participar de atividades in­teressantes. Poderiam ser feitas gincanas, festas e até churrascos dentro da escola.
(Juliana Araújo e Souza)
(Correio Braziliense, 10/02/2003, Gabarito. p. 2.)
Em “A comunidade poderia interagir e participar de atividades interessantes.” (ℓ. 3, 4), a palavra destacada indica
(A) alternância.
(B) oposição.
(C) adição.
(D) explicação.


O mercúrio onipresente
(Fragmento)

Os venenos ambientais nunca seguem regras. Quando o mundo pensa ter descoberto tudo o que é preciso para controlá-los, eles voltam a atacar. Quando removemos o chumbo da gasolina, ele ressurge nos encanamentos envelhecidos. Quando toxinas e resíduos são enterrados em aterros sanitários, contaminam o len­çol freático. Mas ao menos acreditávamos conhecer bem o mercúrio. Apesar de todo o seu poder tóxico, desde que evitássemos determinadas espécies de peixes nas quais o nível de contaminação é particularmente elevado, estaríamos bem. [...].
Mas o mercúrio é famoso pela capacidade de passar despercebido. Uma sé­rie de estudos recentes sugere que o metal potencialmente mortífero está em toda parte — e é mais perigoso do que a maioria das pessoas acredita.
Jeffrey Kluger. IstoÉ. nº 1927, 27/06/2006, p.114-115.
A tese defendida no texto está expressa no trecho
(A) as substâncias tóxicas, em aterros, contaminam o lençol freático.
(B) o chumbo da gasolina ressurge com a ação do tempo.
(C) o mercúrio apresenta alto teor de periculosidade para a natureza.
(D) o total controle dos venenos ambientais é impossível.













Os filhos podem dormir com os pais?
(Fragmento)
Maria Tereza – Se é eventual, tudo bem. Quando é sistemático, prejudica a intimidade do casal. De qualquer forma, é importante perceber as motivações sub­jacentes ao pedido e descobrir outras maneiras aceitáveis de atendê-las. Por vezes, a criança está com medo, insegura, ou sente que tem poucas oportunidades de con­tato com os pais. Podem ser criados recursos próprios para lidar com seus medos e inseguranças, fazendo ela se sentir mais competente.
Posternak – Este hábito é bem freqüente. Tem a ver com comodismo – é mais rápido atender ao pedido dos filhos que agüentar birra no meio da madrugada; e com culpa – “coitadinho, eu saio quando ainda dorme e volto quando já está dormin­do”. O que falta são limites claros e concretos. A criança que “sacaneia” os pais para dormir também o faz para comer, escolher roupa ou aceitar as saídas familiares.
ISTOÉ, setembro de 2003 -1772.
O argumento usado para mostrar que os pais agem por comodismo encontra-se na alternativa
(A) a birra na madrugada é pior.
(B) a criança tem motivações subjacentes.
(C) o fato é muitas vezes eventual.
(D) os limites estão claros.


Necessidade de alegria

O ator que fazia o papel de Cristo no espetáculo de Nova Jerusalém ficou tão compenetrado da magnitude da tarefa que, de ano para ano, mais exigia de si mes­mo, tanto na representação como na vida rotineira.
Não que pretendesse copiar o modelo divino, mas sentia necessidade de aper­feiçoar-se moralmente, jamais se permitindo a prática de ações menos nobres. E exagerou em contenção e silêncio.
Sua vida tornou-se complicada, pois os amigos de bar o estranhavam, os cole­gas de trabalho no escritório da Empetur (Empresa Pernambucana de Turismo) pas­saram a olhá-lo com espanto, e em casa a mulher reclamava do seu alheamento.
No sexto ano de encenação do drama sacro, estava irreconhecível. Emagrecera, tinha expressão sombria no olhar, e repetia maquinalmente as palavras tradicionais. Seu desempenho deixou a desejar.
Foi advertido pela Empetur e pela crítica: devia ser durante o ano um homem alegre, descontraído, para tornar-se perfeito intérprete da Paixão na hora certa. Além do mais, até a chegada a Jerusalém, Jesus era jovial e costumava ir a festas.
Ele não atendeu às ponderações, acabou destituído do papel, abandonou a família, e dizem que se alimenta de gafanhotos no agreste.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Histórias para o Rei.
2ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. p. 56.

Qual é a informação principal no texto “Necessidade de alegria”?
(A) A arte de representar exige compenetração.
(B) O ator pode exagerar em contenção e silêncio.
(C) O ator precisa ser alegre.
(D) É necessário aperfeiçoar-se.



O cabo e o soldado
Um cabo e um soldado de serviço dobravam a esquina, quando perceberam que a multidão fechada em círculo observava algo. O cabo foi logo verificar do que se tratava.
Não conseguindo ver nada, disse, pedindo passagem:
— Eu sou irmão da vítima.
Todos olharam e logo o deixaram passar.
Quando chegou ao centro da multidão, notou que ali estava um burro que tinha acabado de ser atropelado e, sem graça, gaguejou dizendo ao soldado:
— Ora essa, o parente é seu.
Revista Seleções. Rir é o melhor remédio. 12/98, p.91.
No texto, o traço de humor está no fato de
(A) o cabo e um soldado terem dobrado a esquina.
(B) o cabo ter ido verificar do que se tratava.
(C) todos terem olhado para o cabo.
(D) ter sido um burro a vítima do atropelamento.

Eu sou Clara
Sabe, toda a vez que me olho no espelho, ultimamente, vejo o quanto eu mudei por fora. Tudo cresceu: minha altura, meus cabelos lisos e pretos, meus seios. Meu corpo tomou novas formas: cintura, coxas, bumbum. Meus olhos (grandes e pretos) estão com um ar mais ousado. Um brilho diferente. Eu gosto dos meus olhos. São bonitos. Também gosto dos meus dentes, da minha franja... Meu grande problema são as orelhas. Acho orelha uma coisa horrorosa, não sei por que (nunca vi ninguém com uma orelha bonitona, bem-feita). Ainda bem que cabelo cobre orelha!
Chego à conclusão de que tenho mais coisas que gosto do que desgosto em mim. Isso é bom, muito bom. Se a gente não gostar da gente, quem é que vai gos­tar? (Ouvi isso em algum lugar...) Pra eu me gostar assim, tenho que me esforçar um monte.
Tomo o maior cuidado com a pele por causa das malditas espinhas (babo quando vejo um chocolate!). Não como gordura (é claro que maionese não falta no meu sanduíche com batata frita, mas tudo light...) nem tomo muito refri (celulite!!!). Procuro manter a forma. Às vezes sinto vontade de fazer tudo ao contrário: comer, comer, comer... Sair da aula de ginástica, suando, e tomar três garrafas de refrige-rante geladinho. Pedir cheese bacon com um mundo de maionese.
Engraçado isso. As pessoas exigem que a gente faça um tipo e o pior é que a gente acaba fazendo. Que droga! Será que o mundo feminino inteiro tem que ser igual? Parecer com a Luíza Brunet ou com a Bruna Lombardi ou sei lá com quem? Será que tem que ser assim mesmo?
Por que um monte de garotas que eu conheço vivem cheias de complexos? Umas porque são mais gordinhas. Outras porque os cabelos são crespos ou porque são um pouquinho narigudas.
Eu não sei como me sentiria se fosse gorda, ou magricela, ou nariguda, ou dentuça, ou tudo junto. Talvez sofresse, odiasse comprar roupas, não fosse a festas... Não mesmo! Bobagem! Minha mãe sempre diz que beleza é “um conceito muito rela­tivo”. O que pode ser bonito pra uns, pode não ser pra outros. Ela também fala sem­pre que existem coisas muito mais importantes que tornam uma mulher atraente: inteligência e charme, por exemplo. Acho que minha mãe está coberta de razão!
Pois bem, eu sou Clara. Com um pouco de tudo e muito de nada.
RODRIGUES, Juciara. Difícil decisão. São Paulo: Atual, 1996.
No trecho “...nem tomo muito refri (celulite!!!).” (ℓ.14), a repetição do “ponto de excla­mação” sugere que a personagem tem
(A) incerteza quanto às causas da celulite.
(B) medo da ação do refrigerante.
(C) horror ao aparecimento da celulite.
(D) preconceito contra os efeitos da celulite.




A beleza total

A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilha­ços.
A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condu­tores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafa­mento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.
O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça
vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suici­dara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.
Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a ex­trema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985.
Em que oração, adaptada do texto, o verbo personificou um objeto?
(A) O espelho partiu-se em mil estilhaços.
(B) Os veículos paravam contra a vontade dos condutores.
(C) O Senado aprovou uma lei em regime de urgência.
(D) Os espelhos pasmavam diante do rosto de Gertrudes.

A chuva
A chuva derrubou as pontes. A chuva transbordou os rios. A chuva mo-lhou os transeuntes. A chuva encharcou as praças. A chuva enferrujou as máquinas. A chuva enfureceu as marés. A chuva e seu cheiro de terra. A chuva com sua cabeleira. A chuva esburacou as pedras. A chuva alagou a favela. A chuva de canivetes. A chuva enxugou a sede. A chuva anoiteceu de tarde. A chuva e seu brilho prateado. A chuva de retas paralelas sobre a terra curva. A chuva destroçou os guarda-chuvas. A chuva durou muitos dias. A chuva apagou o incêndio. A chuva caiu. A chuva derramou-se. A chuva murmurou meu nome. A chuva ligou o pára-brisa. A chuva acendeu os faróis. A chuva tocou a sirene. A chuva com a sua crina. A chuva encheu a piscina. A chuva com as gotas grossas. A chuva de pingos pretos. A chuva açoitando as plantas. A chuva senhora da lama. A chuva sem pena. A chuva apenas. A chuva empenou os móveis. A chuva amarelou os livros. A chuva corroeu as cercas. A chuva e seu baque seco. A chuva e seu ruído de vidro. A chuva inchou o brejo. A chuva pingou pelo teto. A chuva multiplicando insetos. A chuva sobre os varais. A chuva derrubando raios. A chuva acabou a luz. A chuva molhou os cigarros. A chuva mijou no telhado. A chuva regou o gramado. A chuva arrepiou os poros. A chuva fez muitas poças. A chuva secou ao sol.
ANTUNES, Arnaldo. As coisas. São Paulo: Iluminuras, 1996.
Todas as frases do texto começam com “a chuva”. Esse recurso é utilizado para
(A) provocar a percepção do ritmo e da sonoridade.
(B) provocar uma sensação de relaxamento dos sentidos.
(C) reproduzir exatamente os sons repetitivos da chuva.
(D) sugerir a intensidade e a continuidade da chuva.






O homem que entrou pelo cano
Abriu a torneira e entrou pelo cano. A princípio incomodava-o a estreiteza do tubo. Depois se acostumou. E, com a água, foi seguindo. Andou quilômetros. Aqui e ali ouvia barulhos familiares. Vez ou outra um desvio, era uma seção que terminava em torneira.
Vários dias foi rodando, até que tudo se tornou monótono. O cano por dentro não era interessante.
No primeiro desvio, entrou. Vozes de mulher. Uma criança brincava.
Então percebeu que as engrenagens giravam e caiu numa pia. À sua volta era um branco imenso, uma água límpida. E a cara da menina aparecia redonda e grande, a olhá-lo interessada. Ela gritou: “Mamãe, tem um homem dentro da pia”.
Não obteve resposta. Esperou, tudo quieto. A menina se cansou, abriu o tampão e ele desceu pelo esgoto.
BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Cadeiras Proibidas. São Paulo: Global, 1988, p. 89.
Na frase “Mamãe, tem um homem dentro da pia.” (ℓ. 9), o verbo empregado repre­senta, no contexto, uma marca de
(A) registro oral formal.
(B) registro oral informal.
(C) falar regional.
(D) falar caipira.


Feias, sujas e imbatíveis

As baratas estão na Terra há mais de 200 milhões de anos, sobrevivem tanto no deserto como nos pólos e podem ficar até 30 dias sem comer. Vai encarar?
Férias, sol e praia são alguns dos bons motivos para comemorar a chegada do verão e achar que essa é a melhor estação do ano. E realmente seria, se não fosse por um único detalhe: as baratas. Assim como nós, elas também ficam bem animadas com o calor. Aproveitam a aceleração de seus processos bioquímicos para se reproduzirem mais rápido e, claro, para passearem livremente por todos os cômodos de nossas casas.
Nessa época do ano, as chances de dar de cara com a visitante indesejada, ao
acordar durante a noite para beber água ou ir ao banheiro, são três vezes maiores.
Revista Galileu. Rio de Janeiro: Globo, Nº 151, Fev. 2004, p.26.

No trecho “Vai encarar?” (l.2), o ponto de interrogação tem o efeito de
(A) apresentar.
(B) avisar.
(C) desafiar.
(D) questionar.
Continho

Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho. Na soalheira danada de
meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho, imaginando bobagem, quando
passou um vigário a cavalo.
— Você, aí, menino, para onde vai essa estrada?
— Ela não vai não: nós é que vamos nela.
— Engraçadinho duma figa! Como você se chama?
— Eu não me chamo, não, os outros é que me chamam de Zé.
MENDES CAMPOS, Paulo, Para gostar de ler - Crônicas. São Paulo: Ática, 1996, v.

Há traço de humor no trecho
(A) “Era uma vez um menino triste, magro”. (l. 1)
(B) “ele estava sentado na poeira do caminho”. (l. 2)
(C) “quando passou um vigário”. (l. 2-3)
(D) “Ela não vai não: nós é que vamos nela”. (l. 5)





Televisão

Televisão é uma caixa de imagens que fazem barulho.
Quando os adultos não querem ser incomodados, mandam as crianças ir assistir à televisão.
O que eu gosto mais na televisão são os desenhos animados de bichos.
Bicho imitando gente é muito mais engraçado do que gente imitando gente, como nas telenovelas.
Não gosto muito de programas infantis com gente fingindo de criança.
Em vez de ficar olhando essa gente brincar de mentira, prefiro ir brincar de verdade com meus amigos e amigas. Também os doces que aparecem anunciados na televisão não têm gosto de coisa alguma porque ninguém pode comer uma imagem.
Já os doces que minha mãe faz e que eu como todo dia, esses sim, são gostosos.
Conclusão: a vida fora da televisão é melhor do que dentro dela.
PAES, J. P. Televisão. o, Ática, 2001.

O trecho em que se percebe que o narrador é uma criança é:
(A) “Bicho imitando gente é muito mais engraçado do que gente imitando gente, como nas telenovelas.”
(B) “Em vez de ficar olhando essa gente brincar de mentira, prefiro ir brincar de verdade...”
(C) “Quando os adultos não querem ser incomodados, mandam as crianças ir assistir à televisão.”
(D) “Também os doces que aparecem anunciados na televisão não têm gosto de coisa alguma...”


O hábito da leitura

“A criança é o pai do homem”. A frase, do poeta inglês William Wordsworth,
ensina que o adulto conserva e amplia qualidades e defeitos que adquiriu quando
criança. Tudo que se torna um hábito dificilmente é deixado. Assim, a leitura poderia
ser uma mania prazerosa, um passatempo.
Você, coleguinha, pode descobrir várias coisas, viajar por vários lugares,
conhecer várias pessoas, e adquirir muitas experiências enquanto lê um livro, jornal,
gibi, revista, cartazes de rua e até bula de remédio. Dia 25 de janeiro foi o dia do
Carteiro. Ele leva ao mundo inteiro várias notícias, intimações, saudades, respostas,
mas tudo isso só existe por causa do hábito da leitura. E aí, vamos participar de um
projeto de leitura?
CORREIO BRAZILIENSE, Brasília, 31 de janeiro de 2004. p.7.
No trecho “Ele leva ao mundo inteiro várias notícias...” (? . 8), a palavra sublinhada refere-se ao
(A) carteiro.
(B) jornal.
(C) livro.
(D) poeta.



O rato do mato e o rato da cidade

Um ratinho da cidade foi uma vez convidado para ir à casa de um rato do campo. Vendo que seu companheiro vivia pobremente de raízes e ervas, o rato da cidade convidou-o a ir morar com ele:
— Tenho muita pena da pobreza em que você vive — disse.
— Venha morar comigo na cidade e você verá como lá a vida é mais fácil.
Lá se foram os dois para a cidade, onde se acomodaram numa casa rica e bonita.
Foram logo à despensa e estavam muito bem, se empanturrando de comidas fartas e gostosas, quando entrou uma pessoa com dois gatos, que pareceram enormes ao ratinho do campo.
Os dois ratos correram espavoridos para se esconder.
— Eu vou para o meu campo — disse o rato do campo quando o perigo passou.
— Prefiro minhas raízes e ervas na calma, às suas comidas gostosas com todo esse susto.
Mais vale magro no mato que gordo na boca do gato.

O problema do rato do mato terminou quando ele
(A) descobriu a despensa da casa.
(B) se empanturrou de comida.
(C) se escondeu dos ratos.
(D) decidiu voltar para o mato.

A raposa e as uvas

Uma raposa passou por baixo de uma parreira carregada de lindas uvas. Ficou logo com
muita vontade de apanhar as uvas para comer.
Deu muitos saltos, tentou subir na parreira, mas não conseguiu.
Depois de muito tentar foi-se embora, dizendo:
— Eu nem estou ligando para as uvas. Elas estão verdes mesmo...
ROCHA, Ruth. Fábula de Esopo. São Paulo, FTD, 1992.
O motivo por que a raposa não conseguiu apanhar as uvas foi que
(A) as uvas ainda estavam verdes.
(B) a parreira era muito alta.
(C) a raposa não quis subir na parreira.
(D) as uvas eram poucas.



Pepita a piaba

Lá no fundo do rio, vivia Pepita: uma piaba miudinha.
Mas Pepita não gostava de ser assim.
Ela queria ser grande... bem grandona...
Tomou pílulas de vitamina... Fez ginástica de peixe... Mas nada...
Continuava miudinha.
– O que é isso? Uma rede?
Uma rede no rio! Os pescadores!
Ai, ai, ai... Foi um corre-corre... Foi um nada-nada...
Mas... muitos peixes ficaram presos na rede.
E Pepita?
Pepita escapuliu... Ela nadou, nadou pra bem longe dali!
CONTIJO, Solange A. Fonseca. Pepita a piaba. Coleção Miguilim.
.
No trecho “Lá no fundo do rio, vivia Pepita” (? . 1), a expressão sublinhada dá idéia de
(A) causa.
(B) explicação.
(C) lugar.
(D) tempo.


Texto I
Os cerrados


Essas terras planas do planalto central escondem muitos riachos, rios e cachoeiras. Na verdade, o cerrado é o berço das águas. Essas águas brotam das nascentes de brejos ou despencam de paredões de pedra. Em várias partes do cerrado brasileiro existem canyons com cachoeiras de mais de cem metros de altura!
SALDANHA, P. Os cerrados . Rio de Janeiro: Ediouro, 2000.

Texto II
Os Pantanais

O homem pantaneiro é muito ligado à terra em que vive. Muitos moradores não
pretendem sair da região. E não é pra menos: além das paisagens e do mais lindo pôr-dosol
do Brasil Central, o Pantanal é um santuário de animais selvagens. Um morador do
Pantanal do rio Cuiabá, olhando para um bando de aves, voando sobre veados e capivaras, exclamou: “O Pantanal parece com o mundo no primeiro dia da criação.”
SALDANHA, P. Os pantanais. Rio de Janeiro: Ediouro, 1995.
Os dois textos descrevem
(A) belezas naturais do Brasil Central.
(B) animais que habitam os pantanais.
(C) problemas que afetam os cerrados.
(D) rios e cachoeiras de duas regiões.

No 3º quadrinho, a expressão do personagem e sua fala "AHHH!" indica que ele ficou
(A) acanhado.
(B) aterrorizado.
(C) decepcionado.
(D) estressado.


EVA FURNARI

EVA FURNARI - Uma das principais figuras da literatura para crianças. Eva Furnari nasceu
em Roma (Itália) em 1948 e chegou ao Brasil em 1950, radicando-se em São Paulo. Desde muito
jovem, sua atração eram os livros de estampas --e não causa estranhamento algum imaginá-Ia
envolvida com cores, lápis e pincéis, desenhando mundos e personagens para habitá-Ios...
Suas habilidades criativas encaminharam-na, primeiramente, ao universo das Artes
Plásticas expondo, em 1971, desenhos e pinturas na Associação dos Amigos do Museu de Arte
Moderna, em uma mostra individual. Paralelamente, cursou a Faculdade de Arquitetura e
Urbanismo da USP, formando-se no ano de 1976. No entanto, erguer prédios tornou-se pouco
atraente quando encontrou a experiência das narrativas visuais.
Iniciou sua carreira como autora e ilustradora, publicando histórias sem texto verbal, isto é,
contadas apenas por imagens. Seu primeiro livro foi lançado pela Ática, em 1980, Cabra-cega,
inaugurando a coleção Peixe Vivo, premiada pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil .
Ao longo de sua carreira, Eva Furnari recebeu muitos prêmios, entre eles contam o Jabuti
de "Melhor Ilustração" --Trucks (Ática, 1991), A bruxa Zelda e os 80 docinhos (1986) e Anjinho
(1998) --setes láureas concedidas pela FNLlJ e o Prêmio APCA pelo conjunto de sua obra.
http:llcaracal. imaginaria. cam/autog rafas/evafurnari/index. HTML

A finalidade do texto é
(A) apresentar dados sobre vendas de livros.
(B) divulgar os livros de uma autora.
(C) informar sobre a vida de uma autora.
(D) instruir sobre o manuseio de livros.


O disfarce dos bichos

Você já tentou pegar um galhinho seco e ele virou bicho, abriu asas e voou? Se
isso aconteceu é porque o graveto era um inseto conhecido como "bicho-pau". Ele é tão
parecido com o galhinho, que pode ser confundido com o graveto.
Existem lagartas que se parecem com raminhos de plantas. E há grilos que
imitam folhas.
Muitos animais ficam com a cor e a forma dos lugares em que estão. Eles fazem
isso para se defender dos inimigos ou capturar outros bichos que servem de alimento.
Esses truques são chamados de mimetismo, isto é, imitação.
O cientista inglês Henry Walter Bates foi quem descobriu o mimetismo. Ele
passou 11 anos na selva amazônica estudando os animais.
MAVIAEL MONTEIRO, JOSÉ. Bichos que usam disfarces para defesa. Folhinha.

O bicho-pau se parece com
(A) florzinha seca.
(B) folhinha verde.
(C) galhinho seco.
(D) raminho de planta.


Bula de remédio

VITAMIN

COMPRIMIDOS
embalagens com 50 comprimidos

COMPOSIÇÃO
Sulfato ferroso .................... 400 mg
Vitamina B1 ........................ 280 mg
Vitamina A1 ........................ 280 mg
Ácido fólico ......................... 0,2 mg
Cálcio F .............................. 150 mg

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
O produto, quando conservado em locais frescos e bem ventilados, tem validade de 12
meses.
É conveniente que o médico seja avisado de qualquer efeito colateral.
INDICAÇÕES
No tratamento das anemias.

No texto, a palavra COMPOSIÇÃO indica
(A) as situações contra-indicadas do remédio.
(B) as vitaminas que fazem falta ao homem.
(C) os elementos que formam o remédio.
(D) os produtos que causam anemias.


Chapeuzinho Amarelo

Era a Chapeuzinho amarelo
Amarelada de medo.
Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho.
Já não ria.
Em festa não aparecia.
Não subia escada
nem descia.
Não estava resfriada,
mas tossia.
Ouvia conto de fada e estremecia.
Não brincava mais de nada,
nem amarelinha.
Tinha medo de trovão.
Minhoca, pra ela, era cobra.
E nunca apanhava sol,
porque tinha medo de sombra.
Não ia pra fora pra não se sujar.
Não tomava banho pra não descolar.
Não falava nada pra não engasgar.
Não ficava em pé com medo de cair.
Então vivia parada,
Deitada, mas sem dormir,
Com medo de pesadelo.
HOLLANDA, Chico Buarque de. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

O texto trata de uma menina que
(A) brincava de amarelinha.
(B) gostava de festas.
(C) subia e descia escadas.
(D) tinha medo de tudo.




A raposa e as uvas

Num dia quente de verão, a raposa passeava por um pomar. Com sede e calor, sua atenção foi capturada por um cacho de uvas.
“Que delícia”, pensou a raposa, “era disso que eu precisava para adoçar a minha boca”. E, de um salto, a raposa tentou, sem sucesso, alcançar as uvas.
Exausta e frustrada, a raposa afastou-se da videira, dizendo: “Aposto que estas uvas estão verdes.”
Esta fábula ensina que algumas pessoas quando não conseguem o que querem, culpam as circunstâncias.
(http://www1.uol.com.br/crianca/fabulas/noflash/raposa. htm)
A frase que expressa uma opinião é:
(A) "a raposa passeava por um pomar." (l. 1)
(B) “sua atenção foi capturada por um cacho de uvas." (l. 2)
(C) "a raposa afastou-se da videira" (l. 5)
(D) "Aposto que estas uvas estão verdes" (l. 5-6)


NOME, COLEIRA E LIBERDADE

Eu sempre me orgulhei da condição de vira-lata.
Sempre fui um cachorro de focinho para cima.
Fujo de pedrada, que eu não sou besta.
Fujo de automóvel, que não sou criança.
Trato gente na diplomacia: de longe!
Não me deixo tapear.
Comigo não tem “não-me-ladres”...
Se preciso, eu ladro e mordo!
E coleira, aceitar eu não aceito, de jeito nenhum!
Quando vejo certos colegas mostrando com orgulho aquela rodela imbecil no pescoço, como se fosse não coleira, mas colar, chego a ter vergonha de ser cão.
Palavra de honra!
A coleira é o dono!
A coleira é escravidão!
Coleira é o adeus à liberdade!
Dirão vocês: a coleira pode livrar o cachorro da carrocinha.
Posso falar com franqueza?
Cachorro que não sabe fugir da carrocinha pelas próprias patas, que não é capaz de autografar a canela de um caçador com os próprios dentes, não tem direito de ser cão.
E é por isso que eu sempre fui contra o nome que os homens me impingem.
Porque é símbolo, também, de escravidão.

LESSA, Orígenes. Podem me chamar de bacana. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1977, p. 25-28.
O narrador da história é o: No texto, o cachorro é:
Cachorro de raça. A) Covarde
Cachorro vira-lata. B) Livre
Cachorro da carrocinha. C) Besta
Cachorro da madame. D) Envergonhado




BRINQUEDOS INCENDIADOS

Cecília Meireles
Uma noite houve um incêndio num bazar. E no fogo total desapareceram consumidos os seus brinquedos. Nós, crianças, conhecíamos aqueles brinquedos um por um, de tanto mirá-los nos mostruários - uns, pendentes de longos barbantes; outros, apenas entrevistos em suas caixas.
(…)
O incêndio, porém, levou tudo. O bazar ficou sendo um famoso galpão de cinzas.
Felizmente, ninguém tinha morrido - diziam em redor. Como não tinha morrido ninguém? - pensavam as crianças. Tinha morrido um mundo, e, dentro dele, os olhos amorosos das crianças, ali deixados.
E começávamos a pressentir que viriam outros incêndios. Em outras idades. De outros brinquedos. Até que um dia também desaparecêssemos sem socorro, nós, brinquedos que somos, talvez, de anjos distantes!
(In: Janela Mágica, São Paulo, Moderna, pp 13-14)

Os outros incêndios a que a autora se refere, no último parágrafo, podem ser entendidos como:
Descobertas que se fariam ao longo da vida.
Perdas e decepções que ocorreriam ao longo da vida.
Acidentes com fogo em estabelecimentos comerciais e residenciais.
Violentas transformações na cidade em que morava.

TELEBRAS

“Para nós, todo dia é dia de trabalho. Foi assim que conseguimos um nível de eficiência considerado um dos melhores do Brasil, no setor. Só em 96 investimos 208 milhões de reais em modernização e garantia de qualidade em nossos serviços. Fibra ótica, rede inteligente, telefonia pública, telefonia celular são conquistas que, somadas à nossa excelência empresarial, dão à TELECEARÁ o primeiro lugar em rentabilidade entre as empresas do Sistema TELEBRÁS”.
(O POVO, 18/04/97)
Com relação a esse texto, seria incoerente dizer que a empresa obteve sucesso porque
Investiu em tecnologia.
Modernizou-se.
Foi eficiente.
Ganhou um prêmio.
Trabalhou com qualidade.




Apagão em escala planetária festejará o brilho das estrelas

Pouca gente ouviu falar de poluição luminosa, mas tal coisa existe e é um pesadelo
na vida de astrônomo, pois rouba a beleza do céu estrelado. Não foram os astros que
perderam o viço, a humanidade é que iluminou intensamente a Terra e ofuscou a noite. A
poluição luminosa é causada pelo excesso de iluminação urbana. (...) Para chamar a
atenção para o problema, astrônomos de diversos países começaram a organizar algo
como o dia mundial do céu escuro. A idéia é que as luzes das cidades sejam apagadas
por alguns instantes em 18 de abril de 2005, quando serão lembrados os 50 anos da
morte de Albert Einstein.
(Revista O Globo, Rio de Janeiro, 3/10/2004, p. 34.)
01. Da leitura do texto, pode-se entender que a poluição luminosa é provocada
(A) pelo brilho intenso das estrelas.
(B) pela perda do viço dos astros.
(C) pela pouca iluminação de algumas cidades.
(D) pelo excesso de iluminação urbana.

02. De acordo com o texto, o excesso de iluminação é uma preocupação para os
astrônomos porque
(A) dificulta a iluminação urbana.
(B) ilumina excessivamente a cidade.
(C) impede a plena observação das estrelas.
(D) torna a noite ainda mais escura.

03. A questão central tratada no texto é a
(A) economia de energia.
(B) beleza das estrelas.
(C) pesquisa dos astros.
(D) poluição luminosa.

04. A finalidade desse texto é
(A) informar a preocupação dos astrônomos.
(B) denunciar os perigos de um apagão.
(C) alertar sobre o consumo de energia.
(D) valorizar o excesso de iluminação urbana.